» André Valadão
RP: Fale um pouco de seu ministério na área de louvor. Você vem de uma família de músicos. Qual a importância de sua família nesse processo? AV: É muito importante entender que uma família sacerdotal é uma família que serve ao Senhor com intensidade e colhe frutos na sua descendência. Já sou a 3ª geração que canta e adora na família. Nós temos colhido esses frutos. E a Igreja é um celeiro de adoração. Temos muitos eventos que acontecem nas igrejas e que fazem com que as crianças desenvolvam-se nessa área. E assim foi comigo, com a Ana e também com a Mariana. Nós fomos crescendo e desenvolvendo nossas vidas na adoração.
RP: O Diante do Trono acabou levando ao conhecimento do grande público dois talentos que acabaram por lançar seus discos solos, você e a Nívea Soares. Que influencia você traz do Diante do Trono para os seus CDs e qual a sua relação com o DT hoje? AV: A influencia que eu trago é do ensinamento e da família. A Ana Paula é minha irmã e o presidente é meu pai, então a gente está em casa. O Diante do Trono e nossa vida. Eu continuo normalmente no grupo. Muita gente perguntava o que estava acontecendo, se eu havia saído do grupo...
RP: Esse é um dos motivos de ter lançado carreira solo, já que você participava de um grupo já reconhecido nacionalmente? AV: Foi, foi um dos motivos. Também porque Deus estava me dando canções e eu tinha que declarar essas canções que não eram somente para mim. Eu tinha esse entendimento. Comecei a buscar de Deus qual era direção e Deus trouxe a gravação do CD e eu não sabia que ia se tornar o que se tornou, uma grande benção, as pessoas recebendo as ministrações e assim veio o desejo de sair pelo Brasil ...e vieram resultados lindos.
RP: No CD “Milagres” se percebe uma mudança no estilo musical, um ritmo bem “pop”, jovem. Qual a razão dessa mudança? AV: . O DT é liderado pela Ana e eu sempre estive ali no backing vocal cantando. As pessoas começaram a me conhecer melhor depois do lançamento de meus Cds. Esse estilo musical é o meu estilo.
RP: Você tem participado de festas agropecuárias com grandes públicos. Que tipo de impacto tem tido esses eventos? AV: Está sendo muito forte. Eu tenho uma visão muito evangelística do ministério e nós temos ido para exposições, para eventos de prefeitura, eventos que não são evangélicos e tem sido impactante ir a esses lugares e ver o número de pessoas que se rendem diante de Jesus. Eu acho que a diferença está não em se você vai a esses eventos, mas, como você vai. E nós vamos debaixo da benção de Deus, debaixo da liderança da igreja e isso faz toda a diferença.
RP: Você tem uma mensagem para os nossos irmãos que trabalham no ministério de louvor e adoração?
AV: Quero deixar uma mensagem do fundo de meu coração para cada pessoa, ministro de louvor, que canta, que toca, que dança. Uma certeza que Deus conhece o nosso coração. Não depende da nossa performance, não depende nem mesmo do nosso talento, mas da motivação de tudo que nós fazemos. Qual é a motivação da minha canção, da minha dança, do meu tocar? A motivação tem que mover o coração de Deus de verdade. E isso só se consegue com jejum, oração, com a vida diante de Deus e com uma vida submissa à sua liderança. Essa é a mensagem que quero deixar para quem está lendo. A certeza que só dessa forma nós alcançamos o coração de Deus.
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